Nesse espaço, todos os contos mais estaparfúdios, sem nexo; sem visão, sem lei. Talvez que pudesse acontecer, ou não… Um devanir do espírito. Uma força inexorável de insatisfação com as histórias…
Em minha introdução ao manifesto do espírito livre – O Neomanifesto – escrevo:
Não posso dizer como se chega ao estado de plena liberdade, pois a liberdade dá escolhas e as pessoas escolhem fazer determinadas coisas que podem até mesmo privar da liberdade inicial ao fazer aquela escolha. A isso nomeamos “compromisso” ou “contrato”. É quando se “abdica” (na verdade, é o próprio livre-arbítrio que prende o indivíduo) de parte da irrestrita e completa liberdade para obter alguma vantagem, em troca de uma responsabilidade.
Nossa sociedade necessita, no entanto, de pessoas que saibam ser livres; que, além de obterem ou nascerem com esse “gênio” irascível, façam uso dele pra questionar, pra indagar, pra melhorá-la ainda que seja fadada a um final eminente.
E os contos estranhos, Histórias sem senso. Elas são o meio mais absoluto de criticar o meio: o dito pelo não dito, a insinuação do inusitado, da loucura, do fantástico… Bem, eis os fatores primordiais desses textos.